Medo do feitiço: relações entre magia e poder no Brasil
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Este livro investiga as formas de combate e perseguição às religiões mediúnicas e analisa a maneira como a crença na feitiçaria se constitui e se organiza. Tendo como ponto de partida processos criminais, discute as relações entre a crença na magia maléfica e benéfica, as acusações de feitiçaria e charlatanismo e os mecanismos sociais reguladores dessas acusações. Essas crenças sempre estiveram presentes no Brasil e atraem muitos, desde o período colonial, às casas de curandeiros, centros, terreiros, benzedeiras, espíritas e médiuns de todas as espécies, além de ter norteado a atuação de juízes, promotores, advogados e policiais.
A obra se divide em duas partes, " Feiticeiros, médicos e juízes: Rio de Janeiro (1890-1940)" e "Casos e feitiços ou o que está nos autos está também no mundo". Na primeira, Yvonne Maggie analisa a noção de feitiçaria a partir da discussão de processos criminais movidos contra pessoas acusadas de praticar ilegalmente a medicina, magia ou ainda curandeirismo. Em 1890, é decretado o primeiro Código Penal republicano, inovador em relação aos códigos anteriores por introduzir artigos que regulam a prática ilegal da medicina, da magia e do espiritismo e proíbem o curandeirismo. E na segunda, mostra que aquilo que foi constituído a partir dos processos criminais no período de 1890 a 1940 continua reverberando até hoje, com base em exemplos que se passam nos anos 1940, 70, 80 e na atualidade.
3º lugar no Prêmio Arquivo Nacional de Pesquisa, 1991
| Autor | Yvonne Maggie |
|---|---|
| Editora | Arquivo Nacional |
| Série/Periódico | Prêmio Arquivo Nacional de Pesquisa |
| Volume | 3 |
| Edição | 1ª |
| Ano | 1992 |
| ISBN/ISSN | 978-85-7009-011-9 | 8570090110 |
| Formato | Impresso |
| Dimensões | 16 x 22 cm |
| Páginas | 297 |


