Homens de grossa aventura: acumulação e hierarquia na praça mercantil do Rio de Janeiro (1790-1830)
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Este livro investiga as formas de acumulação que perpassam a economia escravista-colonial, na virada do século XVIII para o XIX, a partir do Rio de Janeiro, de seu mercado e de suas formas de produção. Entre outros aspectos, constata que a platation escravista fluminense estava longe de se constituir numa unidade autossuficiente, reproduzindo-se em meio a uma vasta rede mercantil que tinha por eixo a praça do Rio de Janeiro e se espalhava pelo Sudeste-Sul brasileiro.Para a apreensão do comércio colonial, João Luís Fragoso utiliza fontes fiscais e, para o estudo da cidade do Rio de Janeiro, recorre a documentos cartoriais, como inventários post-mortem e escrituras públicas.
O autor traz à tona uma economia que, mesmo sendo agroexportadora - e, portanto, ligada ao mercado internacional - e escravista, não se esgota nesses elementos estruturais. Ao lado da plantation e da dependência externa, incorporam-se elementos fundamentais como a natureza econômico-social da metrópole lusa, fiadora de uma estrutura do Antigo Regime e, por isso, contrária ao fortalecimento de grupos sociais e à execução de acumulações que resultassem na modernização capitalista da sociedade portuguesa; e, na colônia, a presença de um mercado interno de acumulações endógenas e de uma comunidade mercantil residente.
1º lugar no Prêmio Arquivo Nacional de Pesquisa, 1991
| Autor | João Luís Ribeiro Fragoso |
|---|---|
| Editora | Arquivo Nacional |
| Série/Periódico | Prêmio Arquivo Nacional de Pesquisa |
| Volume | 1 |
| Edição | 1ª |
| Ano | 1992 |
| ISBN/ISSN | 978-85-70090-12-6; 85-7009-012-9 |
| Formato | Impresso |
| Dimensões | 16 x 22 cm |
| Páginas | 324 |


