Juca Rosa: um pai-de-santo na Corte imperial

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R$ 20,00

Autor: Gabriela dos Reis Sampaio

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O livro conta a história do “feiticeiro” José Sebastião da Rosa, conhecido por Juca Rosa, um líder religioso negro, misterioso, que havia se tornado tão famoso na segunda metade do século XIX que seu nome se tornara um sinônimo de feiticeiro – termo usado por seus acusadores. Analisando o processo criminal em que é acusado de estelionato, Gabriela Sampaio busca compreender a relação entre práticas de cura e formas específicas de crença, entre concepções religiosas e maneiras de entender doença e saúde, discutindo o papel da crença para diferentes sujeitos sociais, em suas atitudes e posturas ligadas a doenças e cura no Rio de Janeiro dos oitocentos. Mergulha fundo na personagem e em sua história, relacionando-a com os conflitos e transformações que vinham ocorrendo no país naquele contexto e utilizando o caso e suas consequências para refletir sobre a sociedade em um momento de crise, mostrando o entrelaçamento entre a prisão de Juca Rosa e o processo de discussão do projeto da Lei do Ventre Livre, de 1871.

Como era a casa de um “feiticeiro negro” ou líder religioso afro-brasileiro na corte imperial? Como funcionava? Quais as relações do Pai Quibombo, como também era conhecido, com seus fiéis e as peculiaridades destas relações, os sentidos daquelas práticas para os contemporâneos? O primeiro capítulo apresenta a construção da personagem na imprensa, a imagem que seus fiéis tinham de Juca Rosa e como descreviam suas relações com ele; sua relação com as mulheres e como ele definia a si mesmo e respondia às acusações que sofreu. O segundo, as relações com poderosos figurões do Império. E o terceiro, a descrição e interpretação dos rituais e das práticas celebradas por Juca Rosa e seus seguidores, tentando compreender os encontros e trocas culturais que se davam na casa do líder religioso, para onde convergiam de membros dos mais variados grupos sociais.

"O caso de Juca Rosa tornou-se uma espécie de fórum de discussão pública sobre o processo de emancipação dos escravos e suas consequências sociais, sobre como a classe senhorial dirigente passava a enfrentar o desafio de pensar o mundo sem escravidão. (...) Juca Rosa aparecia como o duplo transgressor: negro arredio, que desafiava a autoridade senhorial; negro "curandeiro", "feiticeiro", repleto de seguidores, a desafiar o poder da medicina científica." - Sidney Chalhoub (prefácio)

1º lugar no Prêmio Arquivo Nacional de Pesquisa, 2007

Mais informações
Autor Gabriela dos Reis Sampaio
Editora Arquivo Nacional
Série/Periódico Prêmio Arquivo Nacional de Pesquisa
Volume 25
Edição
Ano 2009
ISBN/ISSN 978-85-60207-16-9
Formato Impresso
Dimensões 16 x 22 cm
Páginas 268