Engenhocas da moral: redes de parentela, transmissão de terras e direitos de propriedade na freguesia de Campo Grande (Rio de Janeiro, século XIX)
IMPRESSO
O livro busca identificar os mecanismos que determinavam a dinâmica agrária em uma sociedade rural tradicional. A partir da análise de registros paroquiais (casamento, batismo e terra), processos judiciais e inventários, Manoela Pedroza mostra que essa engrenagem passava longe de uma racionalidade econômica moderna, e mais perto de um sistema denominado, por alguns autores, de "economia moral". Sendo assim, situa as condições de formação dessa economia moral e procura entender como ela se sustentou e geriu com relativa autonomia a circulação de terras, até bastante avançado o século XIX. De acordo com a autora, a efetividade dessa moral local conferia à estrutura agrária da região características originais e bastante estáveis no tempo, tornando-a capaz de adaptar-se ou superar parte das dificuldades impostas tanto pela conjuntura econômica quanto por suas próprias contradições.
"Em Engenhocas da moral, temos mais do que o entrelaçamento entre teoria e empiria. A autora emprega uma rigorosa metologia na análise de séries arquivísticas e contribui para a construção de explicações teóricas sobre a sociedade rural brasileira. O seu exímio manejo de métodos e técnicas de investigação, numa vastidão de fontes documentais, permitiu elaborar insights teóricos aplicáveis a outras realidades rurais, para além da freguesia carioca de Campo Grande." - João Fragoso (prefácio)
2º lugar no Prêmio Arquivo Nacional de Pesquisa, 2009
| Autor | Manoela Pedroza |
|---|---|
| Editora | Arquivo Nacional |
| Série/Periódico | Prêmio Arquivo Nacional de Pesquisa |
| Volume | 28 |
| Edição | 1ª |
| Ano | 2011 |
| ISBN/ISSN | 978-85-60207-34-3 |
| Formato | Impresso |
| Dimensões | 17.5 x 25 cm |
| Páginas | 300 |


